Aquele lado curioso de Amsterdam que todo mundo quer saber

Amsterdam é uma cidade linda, que sempre tive curiosidade em conhecer, seja pela história, beleza arquitetônica ou estilo de vida.

Quando marquei a minha viagem e contei a novidade para alguns amigos, logo, no primeiro momento, percebi o sorriso malicioso “de canto de boca”. Compreendi a mensagem, afinal o lugar é conhecido pelo turismo do sexo e das drogas, contudo, o meu interesse em explorará-la estava distante de experimentá-la.

Casas e o canal de Amsterdã
Amsterdã em um dia ensolarado

Sexo faz parte da história de Amsterdam

Na verdade, quando olhamos a sua história, Amsterdam foi um centro naval de comércio e, posteriormente, virou um município portuário.

Isso significa que, se muitas pessoas faziam paradas por lá para depois continuar as suas viagens, na cidade deveria ser oferecido tudo o que esses viajantes e comerciantes precisavam e o sexo seria uma dessas necessidades. Por isso, começaram a aparecer profissionais do ramo por espontânea vontade e também mulheres traficadas, o que compõe o lado triste da história. A fama sexual de Amsterdam veio daí.

Estando na cidade, apesar de um certo desconforto, é legal conhecer o Red Light District (ou o Distrito da luz vermelha), local onde as profissionais do sexo ficam.

Na verdade, na Europa, é comum ver as prostitutas em locais fechados, porque faz frio na maior na parte do ano. Logo, não faria sentido vê-las nas ruas exibindo os seus corpos, né? Mas, sem sombra de dúvidas, o Red Light District é um dos lugares mais famosos da Europa.

Letreiro luminoso de loja
Letreiro em Amsterdam

As prostitutas em Amsterdam são profissionais legalizadas, recolhem impostos e tudo certinho. O correto seria que elas trabalhassem desta forma, pelo menos. Porém, segundo fui informada, algumas ainda têm cafetões por perto, que as vigiam e ficam com parte do dinheiro.

Quando passei pelo Distrito, olhava as meninas nas vitrines e cada uma tinha um biotipo diferente da outra. Além das posições sensuais e delas me chamarem para dentro das lojas, eu aproveitava para ver como era dentro dessas cabines, ali pela rua.

O espaço era pequeno, tinha uma cama e uma luz baixa. Não consegui ver muita coisa. Mas pelo que percebi, basicamente, todos os estabelecimentos têm mais ou menos esse formato.

Por sorte, eu estava perto de um potencial cliente e escutei uma parte da negociação também. Ele bateu no vidro da loja e a moça foi para a porta negociar. Ela ofereceu um determinado valor, o rapaz aceitou e quando os dois entraram, ela fechou as cortinas da vitrine. Confesso que, o pouco que vi, foi o suficiente. Sai de lá depois de uns 10 minutos na rua.

O local tem bastante turistas. Homens e mulheres, que, assim como eu, ficavam curiosos em conhecer mais sobre o funcionamento de um dos “points” da cidade. Outros, não, eram clientes mesmo. Mas, enfim, não me senti insegura em momento algum, porque tem muitas câmeras e uma certa proteção policial também.

É absolutamente proibido tirar foto no lugar. Então, só deixo o meu relato mesmo, ok?

Além do Distrito da Luz Vermelha, visitei também o Museu do Sexo, o Museu Erótico e lá entendi um pouco desta história de libertinagem sexual de Amsterdam. O assunto é tratado de forma super simples e natural, até por estar tão vinculado às raízes históricas da cidade.

Acho que isso foi a única coisa que aprendi no Museu do Sexo, claro, além de ter achado muito engraçadas as figuras sexuais exageradas do estabelecimento.

Boneca no Museu do Sexo de Amsterdã
Museu do Sexo de Amsterdam

Não gosto da associação que os museus de sexo geralmente fazem com os personagens da Disney pelo mundo, mas basicamente é isso que tem bastante neles.

Branca de Neve erótica no Museu do Sexo
Branca de Neve na floresta erótica
Pirulitos em formato de órgãos genitais
Erotismo em Amsterdam

Fora do museu e da Red Light, aprendi que culturalmente é muito valorizado o prazer feminino. Na cidade fala-se muito em “porna”, que significa “pornô para mulheres”.

Em todo lugar na cidade, isso ficou bem claro para mim! Tem sex shops com gigantes alas exclusivamente femininas e as mulheres entram mesmo, como se fossem lojas de departamentos. Tem farmácias com prateleiras inteiras de vibradores e lojas de lingeries super bonitas, como a Marlies Dekkers, uma das preferidas das atrizes holandesas.

Há também algumas revistas locais, como a Viva, que convida as leitoras a descobrirem seus corpos, oferecendo um brinquedo erótico em assinaturas.

Drogas em Amsterdam

Como sempre digo, o problema não é o holandês porque o convívio com a maconha é diário e ele sabe lidar com a rotina de uso, a sociedade, etc. Há até um canal científico de Youtube na Holanda, onde jovens testam diversas drogas populares no corpo e mostram os efeitos pelo país.

Quem desperta o lado abusivo da coisa é o turista. Este age de forma inconsequente por querer diversão a todo custo e, muitas vezes, passa por situações desagradáveis, ou causa problemas nas ruas e nos estabelecimentos comerciais.

Loja de souvenirs e maconha em Amsterdã
Típica loja onde vende maconha

Como eu sou um pouco “careta” para essas coisas (nada contra quem faz uso), eu me preocupava com tudo que consumia na cidade e buscava marcas de renome, como Nestlé e Pepsico para consumir. Lia rótulo por rótulo antes de ingerir qualquer coisa, para saber se não tinha “cannabis” na composição. Algumas vezes, tinha mesmo e não comprava o produto.

Ah, todo mundo na cidade adora o “happy cake”, isso significa que é um bolo de maconha possível de encontrar em qualquer canto. O doce geralmente tem um tamanho grandinho e a pessoa tem que saber quanto pode consumir daquilo porque dizem que o efeito da droga pelo estômago é mais forte que inalando.

Mais sobre o lifestyle holandês

Os holandeses são amistosos, práticos e divertidos. Adoram engenharia, tecnologia e sustentabilidade. Por Amsterdam notamos muitas obras geniosas, tendo este cuidado com o meio ambiente. Vejam que interessante este projeto de árvores flutuantes para aumentar a área verde nas cidades.

Eles também andam muito de bicicleta por fazer bem para a saúde e ser mais prático para sair e chegar aos seus destinos.

Estacionamento de bicicletas na Holanda
Estacionamento de bicicletas em Amsterdam

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2 comentários

  1. Amei o post. Realmente Amsterdã vai muito além do sexo e drogas que os turistas vivem procurando. Quem vai com esse intuito acaba perdendo muito da beleza da cidade. Em cada canto há uma descoberta diferente. Amo essa cidade.

    1. Olá, Johnnie. Fico feliz que tenha gostado do post! Muita gente vai para Amsterdã com outros propósitos mesmo.
      A cidade é linda, né? Também acho. Aliás, o quê você mais gostou em Amsterdã?
      Volte sempre! 😉