Tour para Pompeia, de Roma ou Nápoles: vale a pena?

Está pensando em fazer um tour para Pompeia, saindo de Roma ou Nápoles, na Itália?

Se sim, leia este post, que você terá informações úteis sobre o tour com o melhor custo-benefício para lá, além de toda a história curiosa dos habitantes que viraram pedra, devido à erupção do vulcão Vesúvio.

Por que fazer um tour para Pompeia?

Porque a história é impressionante e aconteceu de verdade!

Pompeia foi sepultada no ano de 79, quando o vulcão Vesúvio, um dos mais perigosos da Europa, acordou.

O vulcão expeliu gases tóxicos, sufocou e transformou em pedra 80% da população que lá residia.

O que ver no tour para Pompeia
Pessoa petrificada e objetos encontrados nas escavações

Toda essa história só foi descoberta depois de muitos séculos, no ano de 1599, quando arqueólogos estudavam o desvio do rio Sarno e esbarraram acidentalmente em partes da arquitetura de Pompéia.

Quando visitamos Pompeia, vemos exatamente como era a cidade antes do acidente, podemos visitar suas casas, ruínas de estabelecimentos comerciais e ver algumas pessoas daquela época completamente petrificadas.

Não seria incrível conhecer um lugar como este?

O tour para Pompeia

Antes de mais nada é importante que você adquira o tour para Pompeia com antecedência.

Geralmente, saem excursões organizadas de Roma, Nápoles e da Costa Amalfitana.

As excursões são guiadas pelas principais partes do sítio arqueológico e recomendo a você que dê preferência na experiência tendo um guia local por perto, pois faz toda a diferença em Pompéia.

O sítio arqueológico é bastante grande, além de ser fácil de perder lá dentro, é excelente ter alguém explicando cada parte que visitamos.

Como é pompeia
Ruínas de Pompeia

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Tour para Pompeia saindo de Roma

Se você estiver em Roma, o passeio sai da frente da Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri, às 7:30 da manhã, para quem comprar o ingresso antecipado.

Ele deixa você no mesmo lugar, no final do dia. Este ponto de encontro é bem localizado, não há com o que se preocupar.

O passeio considera o transfer de ida e volta (demora cerca de 1 hora e 30 minutos para ir mais esse tempo para voltar), além dos ingressos antecipados sem fila e o guia.

Tour para Pompeia saindo de Nápoles

Se o seu ponto de partida for Nápoles, adquira o Naples Pass, que é o passe econômico de atrações da cidade.

Ele garante a visitação ao sítio arqueológico de Pompeia.

Neste caso, basta verificar se há necessidade de agendar o passeio e ir ao ponto de encontro no horário indicado.

Adquira o Naples Pass e obtenha acesso gratuito a mais de 100 atrações de Nápoles, inclusive a museus, a cidade subterânea e às catacumbas!

Algumas das atrações incluidas no Naples Pass:

  • Museu Arqueológico de Nápoles
  • Palácio Real de Caserta
  • Castelo do Ovo
  • Catacumbas de Nápoles: San Gennaro e San Gaudioso
  • Museu de Capodimonte
  • Parque Arqueológico de Pompeia
  • Museu Madre
  • Napoli Sotterranea
  • Teatro São Carlos

QUERO SABER MAIS SOBRE O NAPLES PASS

Naples Pass
O Naples Pass pode ser usado no celular

Se você não tiver o Naples Pass, mas quer ir para Pompeia saindo de Nápoles, tem um tour fabuloso, em português, da Get Your Guide, que considera, além do passeio guiado pelo sítio arqueológico, a ida até o topo do Vesúvio.

Neste caso, a equipe te busca por volta das 8 horas da manhã no seu hotel em Nápoles (e te leva de volta depois, demora cerca de 30 minutos de uma cidade para a outra).

O tour também oferece água ao longo do passeio e você não precisará enfrentar filas para adquirir os ingressos.

Dura 7 horas o passeio no total.

Ah! Não esqueça que a diferença de fuso horário da Itália para o Brasil é de 4 a 5 horas. Acerte seu relógio no dia do tour 🙂

Vale a pena o tour para Pompeia?

Absolutamente.

Este foi um dos passeios mais incríveis que eu fiz em minha vida. E tudo porque a história é impressionante.

Pompeia e Vesúvio
Pompeia e o vulcão Vesúvio, ao fundo

Veja mais detalhes sobre história para você também se apaixonar pelo destino! Abaixo escrevi tudo o que aprendi por lá.

História de Pompeia 

Antes do vulcão Vesúvio entrar em erupção

Pompéia era um lugar agitado.

Cerca de 20 mil habitantes, desde soldados provincianos a aristocratas interessados em casas de veraneio, davam vida às ruelas de pedra da cidade e basicamente só saiam de lá para atividades comerciais.

As principais fontes de sobrevivência vinham do cultivo do azeite e vinho.

A classe média e os mais favorecidos economicamente tinham escravos que trabalhavam na agricultura, logística de produtos e nas atividades domésticas.

Importante rotina relatada de forma preservada ainda hoje nas pinturas das paredes e artes que exibem os venerados deuses, a “religião” da época (traços das civilizações gregas e etruscas que estiveram no sul da Itália).

Arte em Pompeia
Murais pintados nas paredes das casas dos antigos pompeianos

Pelo dinamismo da cidade e dos negócios, os pompeianos viviam cada dia como se fosse o último.

Isso, para muitos historiadores, fazia com que Pompéia parecesse uma grande colônia de férias e um lugar destinado à diversão.

Contudo, estes eram apenas traços comuns da sociedade romana da antiguidade, que hoje talvez seja difícil de perceber diante de uma história com tantas guerras e reconstruções envolvendo municípios com a mesma origem.

O latim informal  

Além das relações comerciais já descritas, os pompeianos gostavam muito de usar o latim informal, uma língua expressada nos grafites pela cidade, mas dificilmente observada na forma clássica ou literária.

Chamaria de linguagem de grafiteiros mesmo (se é que existe), uma vez que, ainda hoje, muitos idiomas são manifestados de uma forma não usual neste tipo de demonstração, seja pela pureza da arte ou pelo vandalismo.

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Os prostíbulos e a forma de trabalho

Prostíbulos (palavra e significado que vieram mesmo do latim) eram locais bastante frequentados pelos moradores e por visitantes.

Historiadores afirmam que em Pompéia tinha um cabaré para cada 286 habitantes.

Quem entrava nestes recintos era embebedado pelas anfitriãs, e estes apontavam para uma das pinturas nas paredes para indicar a posição sexual desejada.

 Pinturas feitas nas paredes do prostíbulo em Pompéia
Menu de posições sexuais pintado nas paredes do antigo prostíbulo

Uma das mulheres levava o visitante para a cabine, com cama de pedra, e lá faziam o serviço.

As camas eram propositadamente feitas deste material para a ação ser mais rápida, pois assim o cliente da vez não acharia confortável e iria embora logo.

Cama de pedras usada antigamente no prostíbulo de Pompéia
Típica cama de pedras usada para agilizar os trabalhos no prostíbulo

Ao entrar em um destes recintos, achei muito interessante a expressão curiosa dos visitantes.

Tive a impressão que o tema parecia mais natural um século depois de Cristo do que hoje, em dias tão evoluídos. Uma reflexão apenas.

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A modernidade do Império Romano

Apesar de Pompéia soar um tanto antiga e de costumes simplórios, na verdade, ela era extremamente moderna.

A cidade carregava a inovação esplendorosa do Império Romano.

A inteligente engenharia e sofisticada arquitetura, grandes legados dos romanos, construíram com perfeição as residências, fizeram funcionar o sistema de abastecimento de água e protegeram a cidade com sucesso, até das mais terríveis chuvas.

Veja esta primeira foto abaixo, por exemplo.

Fiquei boquiaberta quando soube da engenharia que estava por trás das ruas de pedras e das calçadas niveladas.

Durante as tempestades, a água fluía, evitando as enchentes nas residências.

As pessoas, ao caminhar pela parte alta, não molhavam os pés e poderiam até atravessar as ruas pelas passarelas.

Engenharia das ruas de Pompéia
Antiga engenharia das ruas de Pompeia

Outro fator que me impressionou bastante foi a eficiência do abastecimento de água dentro da cidade.

Um aqueduto era ligado aos encanamentos principais e assim todos poderiam usufruir da água sem grande sacrifício.

Sistema de encanamento d´água usada há séculos em Pompeia
Encanamentos que abasteciam a cidade inteira com água

Já sobre a sociedade, ela funcionava perfeitamente bem.

Tinham fóruns, um comércio variado, padarias e até um anfiteatro, onde aconteciam os espetáculos para entretenimento da população.

Existiam também as propagandas políticas, ótimos artesãos e até banhos (banheiros públicos para a higiene).

Anfiteatro romano em Pompéia
Anfiteatro: local onde ocorriam as lutas de gladiadores e espetáculos
 Estátuas e ruínas no antigo centro econômico de Pompéia
Centro econômico de Pompeia

O dia em que o vulcão Vesúvio despertou

Os acontecimentos locais mostravam para a região que algo terrível estava por vir.

Terremotos chegaram a destruir partes da cidade anos antes do desastre fatal.

Com as terras mexendo com tanta frequência, o Vesúvio despertou do seu sono profundo.

Enlouquecido, como quem acorda com o toque de um despertador em meio a um sonho, logo começou a dar sinais do seu mau humor.

Os cidadãos, enquanto isso, seguiam com as suas rotinas na região.

Os comerciantes vendiam sopas e pães em suas lojas, as fábricas de lâmpadas a óleo trabalhavam a todo vapor, as crianças brincavam e os agricultores estavam em plena atividade nas terras férteis.

foto de pompeia
Cozinha do ano 79, antes do Vesúvio entrar em erupção

As pedradas do Vesúvio…

Por volta de uma hora da tarde, o vulcão começou a jogar para o alto gigantescas pedras e nuvens tóxicas.

Os pedregulhos chegaram a atingir com força Pompéia, soterrando as residências e matando as pessoas.

As que conseguiam desviar das pedradas tentavam fugir da cidade por uma das entradas que cercavam todo o município.

Muitos especialistas disseram que a fumaça e o calor (de até 250°C) dominaram o lugar e eram suficientes para matar em instantes qualquer ser vivo.

Por asfixia e calor, os habitantes ficavam mais lentos, com muita dor e em pouco tempo morriam.

Mais de 16 mil pessoas faleceram durante a catástrofe. Apenas 4 mil sobreviveram.

Maquete de Pompéia apresentada no Museu Arqueológico de Nápoles
Maquete de Pompeia e as diferentes possibilidades de saída da cidade apresentadas no Museu Arqueológico Nacional de Nápoles

Segundo Plínio, um jovem que avistou toda a tragédia por estar a uma distância segura, a cidade foi mesmo coberta por uma nuvem escura assustadora.

Em termos de precisão, outro estudioso apontou que a catástrofe poderia ser até 100 vezes pior que a bomba de Hiroshima.

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Depois do acidente, a descoberta

Alguns dias depois do acidente, sobreviventes tentaram voltar à cidade para recuperar os seus bens, porém, não encontraram nada. Pompéia tinha sido absolutamente soterrada por pedras e poeira.

Séculos e mais séculos se passaram até que, em 1599, arqueólogos começaram a estudar a região a fundo com o objetivo de desviar o rumo do rio Sarno.

Descobriram, por acidente, uma pintura antiga e dela a existência de uma cidade inteira.

As supostas milhares de estátuas encontradas não eram representações feitas com materiais nobres, mas sim por pessoas de verdade que, por meio dos seus corpos petrificados, mostravam a existência de uma civilização em plena evolução.

Pessoa petrificada em Pompéia pelo Vesúvio
Habitante de Pompeia morto pelo vulcão Vesúvio

Como os habitantes de Pompeia foram encontrados

Muitos corpos foram encontrados em posição fetal, o que demonstrou o terror da morte por asfixia e desidratação.

Estão, cobertas integralmente por um material branco enrijecido, que se trata da poeira do vulcão.

Esta, quando cobre qualquer objeto ou pessoa, tem a propriedade de criar um “cimento perfeito”, mais resistente até que o material produzido pelo próprio homem.

Os pesquisadores encontraram milhares de corpos nestas condições. Famílias inteiras, crianças, animais e muitos objetos da antiga cidade.

Alguns estão expostos por toda Pompéia para que os visitantes entendam a amplitude daquele desastre.

Criança petrificada encontrada em escavações
Criança petrificada e outros achados nas escavações, que podem ser vistos no tour para Pompeia

Outros são preservados em estruturas fechadas, como no Museu Arqueológico Nacional de Nápoles, por exemplo.

Curiosidades sobre Pompeia

Por incrível que pareça, existem pessoas que moram ao redor da parte histórica de Pompéia. Quase 30 mil habitantes, segundo fui informada durante o passeio.

Vesúvio, o vulcão, não está inativo.

Ele apenas está adormecido e, por poder acordar a qualquer momento, o governo italiano constantemente incentiva a população a se mudar.

Os cidadãos, contudo, afirmam não se interessar pela proposta, pois não teriam como se manter financeiramente em outro lugar.

Vulcão Vesúvio
Muitos italianos residem nas proximidades do vulcão Vesúvio

Além disso, eles alegam gostar muito da região e são orgulhosos pelo destino receber mais de 800 mil visitantes por ano.

Grande parte da população se dedica ao turismo e à agricultura.

Contra as forças da natureza, não tem muito o que argumentar. Só nos resta torcer mesmo para que o Vesúvio continue adormecido e que a história jamais se repita.

O quê você mais achou interessante em Pompeia ou você ainda não conheceu a cidade? Deixe o seu comentário, que logo respondemos. 🙂

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