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Um basta ao complexo de vira-lata

O termo “complexo de vira-lata” foi criado pelo escritor Nelson Rodrigues em 1950, após a derrota do Brasil para o Uruguai, na final da Copa no Maracanã, para falar da baixa autoestima, do sentimento de inferioridade em relação ao estrangeiro. No futebol, a seleção canarinho demorou oito anos para se recuperar, com a conquista do primeiro Mundial, mas, para Nelson, a expressão não ficou apenas no esporte.

Em muitos dos seus textos, ele destacou a forma como o brasileiro se vê inferior em relação ao estrangeiro. Mas qual o motivo dessa reflexão ser diariamente renovada? Eu entendo que o Brasil tem diversos problemas, em diferentes níveis, mas a crise não bateu apenas na nossa porta. Vivemos em um país que tem uma grande desigualdade social, que ainda precisa desenvolver muito a sua infraestrutura, mas com muitas qualidades também. Certa vez, em Lisboa, um português fez questão de exaltar a riqueza que temos na natureza e de como somos trabalhadores. Para ele, o país é um gigante adormecido e poderia ser autossuficiente, já que tem terras férteis e capacidade para produzir com qualidade. É uma questão de “botar a casa em ordem”.

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Em outra circunstância, na casa de amigos na França, observei que por todos os lugares havia algum objeto que remetia ao Brasil. Ao questioná-los sobre a decoração, eles me disseram que queriam ter um pouco da “atmosfera brasileira”em suas vidas.

Bandeira do Brasil e rio ao fundo
Natureza no Brasil

É difícil encontrar alguém no exterior que não goste do brasileiro e da nossa cultura. Assim como no futebol, após a derrota na final de 1950, podemos mostrar ao mundo todo o nosso potencial. Quando vejo como muitos estrangeiros, assim como estes que conheci, nos valorizando, me encho de esperança e tenho certeza que podemos “virar esse jogo”. Precisamos acreditar cada vez mais no nosso povo e transformar a nossa realidade. Temos um país incrível, uma cultura rica, pessoas esforçadas, é impossível não reconhecer o nosso valor.

O fim do complexo de vira-lata depende de cada um de nós. Dos pequenos gestos no nosso cotidiano, até os mais importantes. Não vamos vestir a camisa do Brasil a cada quatro anos, durante a Copa do Mundo. Precisamos fortalecer a nossa identidade cultural para cada vez sermos mais respeitados não apenas pelos outros, mas por nós mesmos.

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