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Saiba tudo sobre vinhos em 8 minutos de leitura

Participei de um encontro com renomados produtores das regiões de Piemonte, Toscana e Vêneto, na Itália, além de um bate-papo super bacana com o Gianni Gagliardo, conhecido internacionalmente pelo vinho Barolo para contar a vocês como escolher o rótulo certo para cada ocasião. Também tive a oportunidade de discutir o assunto com um dos embaixadores das luxuosas taças Riedel para dizer: “Sim, a taça pode alterar o sabor do vinho.”

Antes de mais nada, deixa eu explicar um pouco sobre as regiões produtoras de vinhos. Este mapa da Revista Veja me auxiliará com o entendimento.

Fonte: Veja.com

Crédito: Veja.com

Embora tenhamos vários países produtores de vinhos, 80% do volume total vendido vem unicamente da França, Itália e Espanha. Sim, estes países do Velho Continente são fortes contribuintes, principalmente, pelas suas uvas Merlot, Grenache, Sangiovese e Airén.

Os Estados Unidos colaboram muito com vinhos Cabernet Sauvignon e Chardonnay – uvas produzidas na região da Califórnia.

Em menor representação, mas não em qualidade, estão os vinhos do hemisfério sul, como os do Chile, Argentina, África do Sul e Austrália. Nestas regiões, há a presença da uva Chardonnay e Malbec e alguns tipos específicos, como a Shiraz, da Austrália.

Infelizmente, muitos produtores ainda usam produtos químicos para combater as pragas. Além das substâncias fazerem mal para as colheiras, fazem mal para a gente também. Contudo, vale uma ressalva de que não são todas as vinícolas que utilizam desta prática. Existem disponíveis no mercado as versões orgânicas da bebida.

A degustação

Degustar um vinho é senti-lo por meio de todos os sentidos. A abertura da garrafa, a análise da sua cor, seu aroma e seu paladar.

Sensorialmente, a abertura da garrafa seria a primeira experiência do consumidor com o o vinho. Porém, tem quem considere a análise da coloração como etapa inicial. Abaixo inseri uma tabela muito utilizada por diferentes produtores para explicar como analisar a coloração dos vinhos.

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Quando a bebida tem a coloração púrpura, no caso do tinto, ou mais esverdeada, no branco, quer dizer que é mais jovem. Já quando predomina o alaranjado ou âmbar, significa que o vinho é mais envelhecido.

Você deve estar pensando: Vinho bom é vinho envelhecido, certo? Errado! Hoje em dia, a bebida é feita para consumo quase que imediato, principalmente os brancos. Para envelhecer um vinho precisaria de uma estrutura robusta e entender mais a fundo do tipo da uva, de acidez, tanino, etc.

Se houver dúvidas sobre o assunto, não guarde o vinho em casa e não trate aquela garrafa antiga da sua avó como preciosa, pois muito provavelmente virou vinagre.

E a mexidinha na taça?

Todo mundo vira “enólogo formado em Harvard” quando pega em uma taça de vinho, e chega a ser engraçado isso. O sommelier espera que façamos este movimento circular, na verdade, para verificar o teor alcoólico da bebida e sentir as essências do rótulo. Geralmente, um bom vinho passa pela taça e não deixa bolhas (também conhecidas como lágrimas ou pernas).

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Com relação ao aroma, cada tipo de uva exala essências específicas, umas mais florais, outras mais frutais. As propriedades da bebida somente podem ser sentidas por inteiro se for servido juntamente com o alimento certo.

Como harmonizar os vinhos com as refeições?

Bem fácil a regra e para você nunca mais esquecer.

Para vinhos brancos ou rosé, alimentos pouco coloridos, como:  saladas simples, molhos brancos,  aves, queijos frescos (mozarela de búfala, mascarpone e ricota), frescos curados (de cabra, o Clochette ou Valençay), moles (Brie ou Camembert) ou semi-duros (Ementhal, Gruyére, Prato ou Gouda). O espumante brut geralmente harmoniza bem com estes alimentos pouco coloridos ou leves.

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Para os tintos, pratos mais coloridos, como: carnes, molhos vermelhos, frios ou embutidos. Mas qualquer tipo de queijo também pode ser oferecido com um vinho tinto menos encorpado.

Vinhos de sobremesa, como o próprio nome diz, somente para sobremesas. Com chocolate meio amargo, geralmente ficam perfeitos.

Muita atenção com a utilização de temperos e alimentos, como curry, wasabi, shoyu, ovo, vinagre, sopas, limão, laranja e feijoada. Na minha opinião, não combinam com vinho nenhum, mas alguns enólogos afirmam que podem ser combinados, de forma acentuada.

Por que os vinhos têm preços tão diferentes?

Primeiramente, pelo processo de produção. Algumas vinícolas utilizam barris de carvalho uma única vez, outras repetem o mesmo material. Ainda tem produtores que nem bons barris utilizam. Isto interfere na qualidade do vinho.

Além de onde se cultiva, que deve ser um lugar com climatização perfeita para aquele tipo de usa, há a questão do tempo de amadurecimento dela. Tem vinhos que são produzidos em até 6 meses e outros ficam mais de um ano no processo. Obviamente, os que demoram mais, custam mais caro, porque demandam mais espaço, mais cuidado, etc.

O país em que se reside interfere também. Existem as taxas para importação e o lucro de todos os intermediários para o vinho chegar até a sua casa.

A escolha da taça

Tipos de “recipientes e materiais” que não promovem o verdadeiro sabor do vinho: copos de vidro ou plástico, taças de vidro e cristais de baixa qualidade ou taças de cristais de boa qualidade, porém, sendo utilizadas para os tipos errados de vinho.

Eu, particularmente, virei fã de carteirinha da taças austríacas Riedel. Senti mesmo a diferença de sabor dos vinhos em um treinamento com elas. Para quem não entende disso, não se preocupe. Tem um app gratuito da marca para ajudar na escolha da taça certa para cada vinho.

Cheers!

😉

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