Categorias: Bélgica Bruxelas Destinos Europa

Os melhores lugares para visitar em Bruxelas

Bruxelas, a capital da Bélgica, da comunidade francesa e a maior cidade em número de habitantes do país (com quase 2 milhões), é um lugar muito interessante para visitar. Quase ¾ da sua população é constituída por povos de diferentes origens, isto é: europeus de outros cantos e pessoas de países não ocidentais. A língua preferida é o francês, mas fisicamente está na parte holandesa das terras belgas. É conhecida pela excelente batata frita, onde podemos encontrar os melhores chocolates e cervejas artesanais do mundo. Importante centro de política internacional pela sua neutralidade com relação às guerras, conflitos políticos, etc. Terceiro maior polo dos desenhos em quadrinhos no planeta, tendo grandes personagens como os Smurfs e Tintin. Enfim, um local cheio de atributos, que serão esmiuçados neste artigo.

Assim que coloquei os meus pés em Bruxelas foi impossível não admirar os prédios em estilo art nouveau, perfeitamente encaixados lado a lado. Logo me veio à mente aquele antigo brinquedo cheio de blocos de madeira coloridos, que adorava quando criança.

Escutando diferentes idiomas, comecei a observar as pessoas, e por mim passavam mexicanos, brasileiros, muçulmanas todas corbetas, russos, italianos, ora ou outra um belga e vários africanos com vestimentas coloridas. De fato, um lugar multicultural, que talvez seja atrativo pela sua neutralidade aos assuntos políticos, pelo alto índice de qualidade de vida, pelo grande número de empresas na região ou pelo chocolate, risos.

Entre as percepções todas, a poucas quadras do meu hotel, via sempre uma arte de rua em algum muro ou no topo de um prédio. Diante de tanta alegria e nesse clima de história em quadrinhos da cidade, consegui até esquecer algumas vezes o vento frio do inverno belga.

Os heróis dos comics belga são os Smurfs e o Tintin. Eles estão estampados não apenas nos muros, mas em souvenirs, em monumentos nas praças, em aviões da Brussels Airlines, nos energéticos e até nos chocolates.

No Comics Art Museum, além de ler algumas delas, vi muitos adultos e crianças realmente dedicados a compreender aquele universo. Faz parte da cultura local apreciar a leitura, desenhar e deixar a imaginação ir longe. Muitos estudantes, por sinal, vão a Bruxelas para estudar o assunto, já que a Bélgica é o terceiro polo dos quadrinhos no mundo, só perde para o Japão e os EUA.

Em se tratando de artes, Bruxelas não deve nada para outras cidades europeias. Além do centro de artes finas Bozar e do Fin de Siecle Museum, há o Magritte Museum e o Palais de la Bourse, onde vi uma exposição bem interessante sobre Pompéia.

É inevitável que os holofotes de Bruxelas se voltem para o Grand´ Place. É a praça central da cidade, onde fica a casa do Rei, a Câmara Municipal e o Brewer´s Museum (Museu das Cervejas Belgas). O melhor da arquitetura belga está aí e é tão imponente, que até o poeta e romancista Victor Hugo a considerou como a mais bonita do mundo. De imensurável valor histórico e arquitetônico, o local também foi listado como Patrimônio Mundial pela UNESCO.

No final do século XVII a Câmara Municipal (o prédio mais bonito da cidade), sofreu com bombardeiros franceses. A sua reconstrução foi feita em comum esforço, mas cheia de erros. Com um bom guia é possível compreender onde estão.

A casa do Rei/ Museu da Cidade de Bruxelas é outra bela construção. Infelizmente, não fica aberta o ano inteiro, logo, quando fui estava fechado. Antigamente, neste prédio eram vendidos pães e tecidos e o nome Broodhuis é remetido à antiga função.

No século XVIII, vândalos destruíram tudo que lembrava o Cristianismo na praça. As fachadas dos prédios e estátuas foram arrasadas. Somente mais tarde, no século XIX, tudo foi arrumado novamente e, neste período, novos elementos apareceram para embelezar ainda mais o local.

Não menos fotografado, o Maison des Ducs de Brabant exibe, em estilo neoclássico, o conjunto de 7 edifícios (com apenas uma fachada).

Vale a pena ficar de olho no calendário de eventos de Bruxelas. No mês de agosto, por exemplo, durante os anos pares, um grande tapete de flores é estendido no centro da Grand´Place. Já em Dezembro, a praça recebe a tradicional feira de Natal.

Bem próximo da praça está a Estátua Everard´t Serclaes. Turistas de todos os cantos fazem fila para tocar no monumento em bronze, pois diz a lenda que quem a toca tem um desejo realizado ou voltará a Bruxelas.

O monumento retrata a coragem de um cidadão de Bruxelas que lutou pela libertação da capital do domínio de Flandes.

Não muito distante da Grand´Place está o Manneken Pis, de 1619. Mesmo que você não se interesse pelo assunto, verá representações por toda a cidade da estátua de um menininho fazendo xixi.

Não se sabe ao certo porque a estátua do garotinho fazendo xixi é tão importante, há várias histórias sobre a origem. De todas elas, a que me pareceu ter mais lógica é que o garotinho teria evitado um terrível incêndio na cidade por ter urinado na chama. Então, virou símbolo de coragem de Bruxelas.

O mais interessante de tudo é que a estátua é vestida mais de 100 vezes ao ano. Existe até um museu onde os visitantes podem conhecer o seu armário. Há, por exemplo, roupas de políticos, como Nelson Mandela, Mickey Mouse e tantos outros modelos divertidos.

A estátua já sofreu várias tentativas de roubo, por isso, fica protegida por grades. Existe também uma versão feminina, chamada de Janneken Pis, que fica na rua do famoso bar Delirium Café. Segundo fui informada, ela foi colocada aí em 1987, com o objetivo de trazer mais movimento à rua.

Outro ponto que vale a pena uma visita demorada é a Place Saint Catherine e as Galeries Royales. Além de ter ótimos restaurantes, chocolaterias e bares especiais, as Galeries são bem bonitas.

Fora deste circuito clássico de Bruxelas, passe pela Catedral S. Michel et Gudule. A construção lembra bastante a Notre Dame, de Paris. Eventos matrimoniais e fúnebres de pessoas importantes acontecem aí.

A parte moderna de Bruxelas

Fora do perímetro histórico de Bruxelas esta a Avenida Louise, importante reduto do luxo belga, onde várias grifes renomadas disputam entre vitrines atrativas.

O bairro europeu, onde fica o Parlamento, é outro canto interessante de Bruxelas. Ali os prédios são bem mais altos, a arquitetura moderna e tem um número bem grande de soldados do exército, já que um dos atentados terroristas de 2016 foi nas proximidades.

Recomendo uma visita ao Parlamentarium, um museu interativo que sempre apresenta ótimas exposições e sem custo para os visitantes. Quando estive no local apresentaram “Os impactos da propaganda nazista”. Estava lotado de excursões de escola, estudiosos e turistas.

Os parques: Brussels Parc, Cinquantenaire Parc são outros dois ótimos lugares para visitar. Ali dá para compreender um pouco mais o estilo de vida do belga e são ótimas opções para fazer uma pausa ou um lanchinho entre passeios. Ambos os parques não são muito grandes, não perca muito tempo neles.

Me disseram que o Jardim Botânico é muito bonito também, contudo, recomendo consultar o site oficial, pois nem sempre ele está aberto. Quando fui, por exemplo, estava fechado.

Caso você tenha um tempo extra, vá ao Atomium e à Mini Europe. Estes dois pontos ficam um pouco mais afastados do centro. O Atomium é um museu, que tem um formato diferente por fora. Ele foi criado para a Expo de 58 e os belgas gostaram tanto do design que acabou ficando lá. Ao contrário do que muita gente acha, ele não representa um átomo, mas sim um cristal elementar de ferro ampliado 165 milhões de vezes. Quando fui lá estava tendo uma exposição temporária chamada Magritte, sobre surrealismo.

Já a Mini Europe mostra os principais atrativos arquitetônicos de cada país do continente europeu em miniatura. As crianças costumam gostar bastante do passeio, pois podem ver monumentos, como a Torre de Pisa e a Torre Eiffel, além de aprender um pouco sobre a cultura de vários países. Já adultos fazem uma reflexão sobre as novas divisões geográficas após o período das guerras.

Dicas Extras

  • Os meios de transporte são muito eficientes em Bruxelas. Conte com eles para chegar onde você precisa.
  • Vale a pena comprar o Brussels Card por 24, 48 ou 72 horas. Este cartão concede descontos a vários pontos turísticos da cidade. Além disso, é possível utilizar os transportes públicos à vontade pelo período sem custo adicional.
  • Preste atenção com o teor alcoólico das cervejas. Os turistas muitas vezes esquecem e as tomam como os belgas, logo passam mal.
  • Guias e mapas da cidade recomendam uma passagem pelos antiquários do Sablon. Não vá lá se não gostar de antiguidades.

😉

Comente! via Facebook