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A “epidemia” dos cadeados de amor

Independente do lugar que visito na Europa lá estão os cadeados de amor com os nomes dos apaixonados.

Cadeados em Paris, França

A “lenda urbana” diz que é preciso comprar um cadeado, escrever o nome (ou as iniciais) do casal apaixonado, fixa-lo na ponte de um lugar que se gosta e depois lançar as chaves no rio para simbolizar que o amor é inquebrável, pois jamais irão encontrar as chaves.

O significado poético do ato ganhou força e parece estar cada vez mais forte. Tenho a impressão que há 10 anos era mais difícil de encontrá-los. Lembro de ter ido a Paris e até cheguei a procurar a ponte em que casais colocavam os tais cadeados. Hoje, os vejo em qualquer lugar e não só em pontes, como também em observatórios, grades protetoras de pontos turísticos e até em postes públicos.

Cadeados em Budapeste, Hungria

Apesar do ato ter ganhado força no século XXI, o costume surgiu há cerca de 100 anos. Uma versão sérvia diz que um casal ia se casar em Vrnjacka Banja, mas que o rapaz foi lutar na Grécia durante a Primeira Guerra Mundial. Ele se apaixonou por uma grega e o noivado com a ex foi desfeito. A ex nunca teria aceitado o término do noivado e morreu de decepção. Então, as mulheres da cidade começaram a usar o cadeado na Ponte do Amor, que existe mesmo no local, para proteger os seus relacionamentos.

Os cadeados dividem opiniões, pois o sentimento é nobre, mas estragam os patrimônios públicos. Em Paris, no ano de 2015, por exemplo, chegaram a remover 1 milhão de cadeados na Pont des Arts. Os objetos somavam 45 toneladas a mais ao peso real da ponte. Era tanto cadeado, que não dava mais para admirar a beleza dela e colocava em risco a sua estrutura.

Cadeados na Pont des Arts, Paris

Independente de gostar ou não do ato, muitas cidades consideram a colocação de cadeados como vandalismo e autoridades podem até multar os apaixonados. Em Berlim, por exemplo, a punição custaria 35 euros, já em Veneza, 3000 euros.

Cadeados em Verona, Itália

😉

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