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Os melhores lugares para visitar em Budapeste em 3 dias

Budapeste é mesmo um lugar fascinante! A linda cidade é a sexta maior da União Europeia e recebe mais de 4 milhões de turistas por ano. Os interessados buscam os famosos banhos nas águas termais, avistar as luzes dos prédios e monumentos à beira do Danúbio, durante a noite, passear pelo Castelo de Buda e muitos também vão para compreender um pouco mais a intensa história de povos que dominaram a capital húngara, o nazismo e comunismo.

Assim que coloquei os pés em Budapeste logo imaginei: parece com Praga. Mas logo depois que o ônibus do aeroporto começou a chegar um pouco mais perto do centro, percebi que estava enganada. Aquela cidade era diferente de qualquer outra que já havia estado.

Um pouco de história e do passado de Budapeste

Comecei o meu passeio desvendando a história. A cidade surgiu do Aquinco, onde os celtas inicialmente estavam presentes. Logo depois foi convertida em capital romana. Os húngaros em si só chegaram no século IX.

A unificação de Budapeste foi em 1873, entre Buda, Obuda e Peste. A cidade chegou a ser uma das capitais do Império Austro-Húngaro, teve grande destaque na Europa, mas em 1918, durante a Primeira Guerra Mundial, entrou em colapso e o Império foi dissolvido.

Durante a Primeira Guerra Mundial, a Hungria perdeu cerca de 70% do seu território e aproximadamente 10 milhões de húngaros se viram excluídos da sua pátria. Surgiu neste período o Exército Vermelho, onde supostamente os soviéticos auxiliariam os húngaros na organização das forças armadas e assim as promessas de igualdade e justiça social eram sustentadas à população. Por motivos de pressão popular e os avanços das forças romenas, o comunismo perdeu de vez a força. Enlouquecida, resolveu se aliar a Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial para tentar reaver as tantas perdas.

No começo havia uma certa concordância entre os países. O problema é que a Hungria estava passando por uma séria crise econômica e se via bem dependente da Alemanha, que queria combater as tropas soviéticas. O país começou então a negociar diretamente com os aliados, o que incomodou bastante Hitler. Então, a Alemanha invadiu a Hungria e mais de 530 mil judeus foram mortos no país ou em campos de concentração. Essa história toda ainda pode ser vista e sentida pela cidade.

Um dos métodos de exterminação dos judeus é demonstrado pelo monumento Shoes on the Danube Bank. Às margens do Danúbio, os nazistas mandavam os judeus tirarem os sapatos durante o rigoroso inverno europeu. Após tirarem os sapatos, eles atiravam nos seus corpos e os jogavam rio para que as águas os levassem para longe.

Os sapatos de ferro do monumento demonstram o terror do passado. Até hoje pessoas colocam flores e velas ali.

Outros lugares relacionados ao período turbulento do último século que me marcaram bastante foram o Distrito Judeu e a Casa do Terror.

Apesar do Distrito Judeu atualmente ser um lugar de manifestações artísticas e ter uma vida noturna agitada, com muitos bares e restaurantes, andar por ali é muito estranho. Há muitos terrenos baldios e prédios vazios.

Durante a Segunda Guerra Mundial este local era cercado com muros e arame farpado. Ninguém podia entrar ou sair de lá. As pessoas morriam de fome ou por doenças, por não terem acesso a remédios e tratamento médico.

No Distrito Judeu está a Grande Sinagoga, muito grande mesmo, com capacidade para 3000 pessoas. Pertencente ao seu terreno está o Memorial do Holocausto, onde antigamente ficavam as covas coletivas das pessoas assassinadas e o Museu Judaico da Hungria.

Já a Casa do Terror, eu realmente fiquei aterrorizada. Até passei mal lá dentro porque a energia é mesmo muito ruim.

A bonita construção, no número 60 da avenida Andrássy (a mais glamourosa de Budapeste), foi o palco de centenas de assassinatos. Inicialmente foi a sede do quartel general nazista húngaro, liderado por Arrow Cross. Logo após a Segunda Guerra Mundial, virou a sede da polícia comunista, onde pessoas que tinham ideais diferentes ou conspiravam contra a liderança da época eram brutalmente torturadas e mortas.

Hoje o local homenageia as pessoas que morreram ali dentro, mas, como mantém boa parte das estruturas originais, tudo é muito intenso. Vi pessoas chorando lá dentro, outras passando mal, assim como eu… Enfim, acho que vale a pena visitar.

Todas estas atrações citadas ficam no lado de Peste, não sei dizer porque não tem nada a respeito do lado de Buda.

O lado cultural de Budapeste

Deixando um pouco de lado a história de Budapeste, mas continuando no lado de Peste, tive a oportunidade de conhecer o Parlamento Húngaro.

A beleza do Parlamento Húngaro compete bem com o Castelo de Buda. É lindo de dia e de noite, quando as luzes alaranjadas da cidade ascendem. Não entrei no prédio porque só é possível visitar os salões internos com guias e comprando a entrada com antecedência, mas o contornei todinho.

Não tão distante do Parlamento, fui à Basílica Santo Estevão. Como todos os prédios históricos na Hungria são imensos e majestosos, esta igreja também seguia o mesmo padrão. Dentro dela está a mão mumificada do rei húngaro Estevão.

Quase na entrada do Parque da cidade está a Praça dos Heróis. O bonito monumento faz uma homenagem aos líderes que fundaram o país.

Durante o inverno, bem atrás deste monumento costumam montar um ringue de patinação. Pude alugar os patins e um armário para guardar os meus pertences por 15 euros e não havia limite de horário para devolver os patins. Foi ótima a experiência!

O Parque da cidade é amplo, com bastante vegetação e lugar para descansar. Mas, sinceramente, se o objetivo for descansar, vá direto ao Széchenyi. Os banhos públicos em águas termais são populares e uma das melhores experiências que tive na cidade. Saiba tudo sobre as piscinas e a minha experiência no spa AQUI.

Foto: Budapest Spas cPlc

Recomendo uma passagem pela Budapest Eye. A bonita e imensa roda-gigante fica toda iluminada durante a noite. Dá para avistá-la por quase toda Avenida Andrássy. Aliás, vale a pena andar por esta avenida. Ali está o Prédio da Òpera Nacional da Hungria (que não pude entrar por estar com obras no terreno), muitas lojas de luxo e restaurantes.

Buda: do outro lado do Danúbio

É impressionante como realmente parece outra cidade quando atravessamos qualquer uma das pontes para Buda. Achei este lado bem mais leve, se comparado com Peste. A sucinta transição entre lados é feita por magníficas pontes, como a do Chain, a mais bonita de todas.

Na verdade, recomendo cruzar outras pontes centrais, além do Chain. Fiz isto ao ir para o Monumento da Liberdade e também para a Ilha Margit.

Em Buda, acredito que a atração principal seja o Castelo de Buda. Para chegar nele é possível ir de funicular ou caminhando pela Colina do Castelo, o que eu realmente recomendo, porque o trecho não é tão longo e é a única parte que restou do período medieval.

Lá em cima está o Palácio Real do século XII. Dentro dele está a Galeria Nacional Húngara, que tem várias obras de arte e dá para passar um dia inteiro, se você gostar do assunto.

Em toda a frente do castelo tem um extenso muro, onde se pode tirar fotos da bonita paisagem de Budapeste.

Eu contornei todo o Castelo até chegar no Museu da História de Budapeste. É um lugar muito interessante porque ele fica dentro de uma caverna.

Aliás, embaixo do Castelo de Buda há uma extensa rede de cavernas com águas termais. Somente como efeito de informação, acredito que não seja possível visitar.

Do lado oposto da Colina do Castelo há uma única rua com inclinação moderada. Ao subir toda esta rua será possível avistar o telhado colorido da Igreja Matthias. A praça em frente à Igreja é triunfal. Muito bonita mesmo! Ali há um longo muro com 7 torres, conhecido como Fisherman´s Bastion (Bastião do Pescador), onde cada uma das torres representa um dos fundadores da cidade. Todo esta área que circunda o Castelo de Buda é Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO.

Eu também tive a oportunidade de entrar na Igreja Matthias. Tirei lindas fotos lá dentro. Infelizmente para entrar nela é necessário pagar. Não acho bacana pagar para entrar em igrejas, mas a gente nunca sabe se terá a oportunidade de voltar lá, né?

Ao sair desta parte bonita de Buda e descer toda a rua até a entrada do funicular é possível pegar o tram (trem de superfície) para ir até o Monumento da Liberdade ou à Ilha Margit.

Para ir ao Monumento da Liberdade, subi toda a Colina Géllert. Foi bem difícil fazer o percurso na colina porque nevou e estava bem escorregadio. Mas subi ao topo sem acidentes, risos.

Alí em cima está a famosa estátua que homenageia os soldados soviéticos. Durante a Segunda Guerra Mundial, o local serviu de bunker para os alemães e não é aberto para visitações. A vista de lá também é interessante, pois mostra uma diferente perspectiva de Budapeste.

Como algo extra ao roteiro que havia preparado, acabei indo também à Ilha Margit, que fica entre Buda e Peste. Durante o verão o local é bem florido, com fontes e as pessoas socializam tomando sol. No inverno, quando fui, vi crianças fazendo bonecos de neve e cachorros correndo. Mas é de fato, um lugar bonito.

Dicas sobre Budapeste

  • Para conhecer tudo com calma, recomendo ficar pelo menos 4 dias na cidade. Fiz tudo em 3 dias, mas foi muito corrido mesmo!
  • Cuidado com os seus pertences. Ande com a bolsa na frente do corpo, onde você pode ver. Uma pessoa falou baixinho comigo quando caminhava e me ofereceu um celular. Achei estranhíssimo.
  • Recomendo não andar na Ilha Margit de noite. Foram orientações da equipe atenciosa do nosso hotel.
  • Não tire fotos na Casa do Terror. Eles pedem para não tirar fotos e realmente é bom obedecer à regra. É muito triste, muito forte. Enfim, não precisamos ter fotos de lá. Vale o aprendizado.
  • Contrate uma cabine quando comprar o bilhete para os banhos públicos de Széchenyi. Vale a pena você ter um espaço para guardar as suas coisas e ter onde se trocar depois de se divertir nas piscinas.
  • Budapeste é barata, mas leve os forints (em dinheiro). Isso mesmo, não use euro ou qualquer outra moeda! Comerciantes costumam cobrar taxas de câmbio diversas, e os turistas perdem bastante dinheiro nesta história.

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😉

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