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Astronauta Marcos Pontes: com persistência se vai longe!

Marcos Pontes, o primeiro astronauta brasileiro a fazer uma viagem ao espaço, está conosco em aresdomundo.com. Confira a entrevista com esta personalidade, que realizou grandes sonhos por persistência e esforço.

Crédito: Arquivo pessoal Marcos Pontes.

Marcos, é um grande prazer tê-lo em Ares do Mundo!

Como um menino de família modesta, do interior de São Paulo, se transformou no primeiro brasileiro a fazer uma viagem ao espaço? 

O primeiro passo foi sonhar alto e correr para alcançar esses sonhos com muito estudo, trabalho e persistência. Nada na vida acontece sem esforço. As oportunidades são construídas por você através de qualificação. Conto sobre minha trajetória em meu livro “Missão Cumprida”.

Crédito: Arquivo pessoal Marcos Pontes

Quais foram as principais dificuldades na sua trajetória profissional?

Acredito que a principal dificuldade tenha sido aprender a conviver com o estresse causado pelas questões que fugiam da minha alçada, como questões políticas, por exemplo.

O quê passou pela sua cabeça quando chegou ao espaço e avistou a Terra pela primeira vez?

A primeira percepção que tive vendo o Planeta Terra enorme à minha frente foi pensar como somos insignificantes em relação ao universo. Porém, se não existíssemos, o universo também seria menor sem nós habitando aqui. Portanto, ao mesmo tempo, somos também essenciais à Terra e ao universo como um todo. A Terra é muito bonita, não é apenas azul como se vê nos livros e filmes. Ela tem muitas cores. Tem o verde das nossas florestas, azul dos oceanos, marrom dos rios, laranja dos desertos, branco das nuvens e assim por diante. É um planeta realmente lindo de se olhar.

Crédito: Arquivo pessoal Marcos Pontes

Sempre noto uma certa aflição da equipe da NASA quando há o lançamento de algum foguete para espaço. Esta preocupação se dá por que ele pode explodir? Nas viagens espaciais que fez, já passou por esse “medo”?

Voos espaciais, pela grande dinâmica (velocidades, temperaturas, etc.), sempre têm um nível alto de risco envolvido. O medo é uma emoção básica de qualquer ser humano. O treinamento técnico (70% do nosso tempo) e emocional (15% do nosso tempo) ajuda a vencê-lo.

Quanto tempo demorou as viagens espaciais que fez? Isto é, da preparação para a partida ao retorno do foguete à Terra.

A Missão Centenário que participei durou dez dias, sendo dois em órbita no espaço (ida e volta) e oito a bordo da Estação Espacial Internacional. Estou prestes a retornar ao espaço nos próximos anos. Devem ser missões curtas como a primeira, visto que basicamente minha função a bordo é na manutenção de sistemas das espaçonaves.

Como foi não ter contato nenhum com a sua família durante as viagens espaciais que fez?

Senti falta, sim, de conversar com eles. Hoje, com as evoluções tecnológicas, é possível manter contato com os familiares aqui na Terra e isso é muito bom para os astronautas em missão.

Quais são os seus próximos sonhos a serem realizados? Poderia dividir algum deles conosco?

Meu sonho atualmente, e que percorre toda minha trajetória, é ajudar a desenvolver no Brasil uma educação de qualidade e uma maior valorização dos setores científicos e tecnológicos, com aplicações práticas no dia a dia da economia e qualidade de vida. Só com a educação poderemos transformar a Terra num lugar mais justo para todos. Tenho uma Fundação que é um dos meus orgulhos e trabalha para alcançar esses ideais. Nossos projetos e demais informações estão no site www.astropontes.org.br.

Tendo um grande êxito na sua trajetória profissional diante de tantos desafios, o quê você diria para os jovens brasileiros que têm grandes sonhos, mas ao mesmo tempo enfrentam uma grande crise econômica no país? 

Eu daria o mesmo conselho dado a mim pela minha mãe, Dona Zuleika: “Você pode ser o que quiser na vida. Para isso, basta que você estude muito, trabalhe, persista e sempre faça mais do que esperam de você!”. Isso é válido para qualquer carreira ou sonho que se queira seguir.

Crédito: Arquivo pessoal Marcos Pontes 

Marcos, agradeço pela entrevista. Muito sucesso e parabéns pela persistência, pelo que você prega nas suas palestras e pelo belíssimo trabalho.
😉

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