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Os melhores chocolates e cervejas da Bélgica

Bruxelas é conhecida como a “capital gourmet” da Europa. Talvez o título se deva às múltiplas origens das pessoas que ali habitam, já que o país tem cerca de 70% de imigrantes provindos de Portugal, Itália, Brasil e países africanos. Outra possibilidade seria assumir a criatividade gastronômica do belga e o bom senso nas excelentes combinações. Degustar alimentos na Bélgica verdadeiramente tem um sabor diferente.

Sabendo da boa fama do país, procurei um tour na capital que me permitisse conhecer os principais pontos turísticos da cidade degustando chocolates e cervejas belgas, afinal, para muitos paladares, estes tipos de produtos realmente são diferenciados. Então, precisava “tirar a prova”.

Logo conheci o The Brussels Journey e agendei a minha experiência. O guia do passeio pontualmente chegou ao ponto de encontro e logo nas primeiras palavras trocadas soube que a experiência seria inesquecível. Ele havia um ótimo senso de humor e apresentou a cidade, as melhores chocolaterias e bares de Bruxelas.

Iniciamos o passeio pela Chocopolis, no centro de Bruxelas. Ali nos contou um pouco sobre a história do chocolate, a especialidade do pralinê belga e experimentei 2 tipos distintos de chocolate: 65% cacau e um com toque de pimenta. Para mim, ambos eram maravilhosos e diferentes de tudo que já havia provado. O primeiro era cremoso por dentro e com casquinha fina por fora. O segundo tinha um aroma mais forte, o ardidinho da pimenta demorou alguns minutos para sumir da boca, perfeito para degustar com vinhos (recomendo a leitura deste post AQUI para entender como harmonizar).

Saindo de lá, o guia atento a todo o grupo e a cada detalhe do passeio passou em uma loja e comprou uma garrafa de água para cada um dos 10 participantes. Além do alivio à sede, pudemos limpar o paladar entre uma chocolateria e outra.

Passando por pontos turísticos da cidade e com breves pausas para conhecer os detalhes da bonita capital Belga, chegamos na Frederic Blondeel, uma chocolateria fina que transforma paixão e grãos em barras de chocolate e experiências sensoriais. Aí experimentei chocolate com cassis e cardamomo, por exemplo, um tipo amargo com basílico, outro amargo com caramelo líquido e também um chocolate quente. Claro que o gosto de cada chocolate tem uma percepção diferente para cada pessoa, já que depende do que se comeu anteriormente, se fuma ou não e outros fatores, mas 100% do grupo aprovou as iguarias oferecidas.

Nesta loja experimentei também o cacau indiano e um de Ghana. Impressionante a diferença entre eles e a experiência.

Fizemos ainda mais duas excelentes passagens por chocolaterias locais. Uma foi na famosa Pierre Marcolini, que nos foi apresentado como o “Jamie Oliver” dos chocolates. A loja vende chocolates como joias. Experimentei combinações exóticas e absolutamente deliciosas, como: Thé Earl Grey (chocolate com chá verde), e o de Madagascar.

Saindo de lá passamos pela Meert onde finalizamos a parte doce do tour com 2 bombons: caramelo de sal e jasmim. Também deliciosos!

Depois de tanto doce fomos direcionados aos bares. O primeiro de todos foi o Aux Vieux Temps, o mais antigo de Bruxelas. A decoração dele era como a de um antiquário e muito me chamou a atenção as suas paredes amareladas. Os donos disseram que nunca foram pintadas e, como há séculos as pessoas fumaram tanto lá dentro, ficaram desta cor. Iniciamos as degustações com rótulos gourmets da cidade, como: Oud Beersel, artesanal, de paladar doce que remete bastante às cerejas frescas, cor avermelhada e com tradição na cidade desde 1882.

Logo depois seguimos para mais dois bares bem avaliados e com certificação do Trip Advisor: Toone e Benelux. Sabendo do alto nível alcoólico das cervejas, o guia trouxe uma tábua de frios para harmonizar com os rótulos apresentados e assim também minimizar o efeito do álcool nos participantes.

No familiar bar Toone, experimentamos a Gouden Carolus Tripel e Jambe de Bois. A Gouden Carolus Tripel ignora a tecnologia na produção de cervejas e a fabrica de modo artesanal desde 1491, quando originalmente eram preparadas para cavaleiros. Apresenta um malte claro e um sabor encorpado e refrescante. Esta cerveja ganhou o Gold Award na bienal World Beer Cup. Em 2010 ganhou o ouro na European Beer Star e, novamente, em 2012 conquistou o ouro como a melhor cerveja tipo Tripel do mundo.

A Jambe de Bois é bem popular entre os belgas devido à personalidade do produto e ao carisma dos fundadores. Com 8% de álcool, tem cores quentes, como o ouro e âmbar claro, e sabor e aroma frutado.

Já no último bar, o Benelux, conhecemos a cerveja Dark Sister e a Trappistes Rochefort. A Dark Sister ganhou rapidamente a reputação entre os belgas e foi desenvolvida por jovens que entendem do assunto. Já a Trappistes é encorpada, de coloração escura e é uma boa opção para quem gosta de Guiness, por exemplo.

Depois que o passeio e todas as degustações terminaram, esquecemos do tempo e permanecemos no bar interagindo com os guias e outros participantes. Perdemos a noção do tempo e um pouco aquela sensação de estarmos fazendo um passeio. No final fizemos novos amigos.

Para saber mais sobre a The Brussels Journey, veja AQUI.

😉

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