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Van Cleef & Arpels: joias que encantam gerações

Muito diferente do “novo afortunado”, que compra determinada marca para ostentar à sociedade, o cliente Van Cleef & Arpels aprecia a qualidade e a tradição do que adquire. Algo que muitas vezes foi passado pelos conhecimentos e gostos dos pais, pela convivência com os avós, ou por algum detalhe muito além da terceira geração.

Fachada da Van Cleef & Arpels no Brasil
Entrada da Van Cleef & Arpels em São Paulo

A Van Cleef & Arpels surgiu na França, no início do século XX. Vende obras de arte e poesia, que poderíamos chamar também de joias, relógios ou fragrâncias. Todas as peças contam histórias e são especialmente elaboradas em terras francesas. A partir do conto desenhado, surgem as pedras preciosas a serem trabalhadas. Uma chinesa seleciona de forma criteriosa no seu catálogo, as matérias-primas que farão parte do encanto de cada produto e assim nasce cada um deles.

Conheci na loja algumas peças da alta joalheria e fiquei impressionada com o nível de detalhes (ou com as “complicações poéticas”, como dizem lá). Um dos colares apresentados tinha diamantes D, E e F, turmalina e granada, pedras que transmitem vitalidade, criatividade e proteção. De fato, um trabalho meticuloso, onde foi demandado mais de 1200 horas para se chegar a este resultado.

Colar com pedras preciosas da Van Cleef & Arpels
Colar com pedras preciosas coloridas

O preço dela de R$ 4 milhões e duzentos mil reais pode parecer absurdo para um consumidor comum, mas para aquele cliente tradicional, que já tem um relacionamento de longa data com a marca não é. É um investimento. Uma obra de arte que adquirem.

Os relógios também demonstram a mesma especialidade. Conheci presencialmente o modelo com uma fada toda trabalhada em brilhantes, de 610 mil reais, mas soube da história de outros com uma tremenda engenharia por trás. Naquele chamado “Ponte dos Amores” havia uma ponte em que uma moça esperava o seu namorado. Ele sempre chegava meio-dia ou meia-noite para o encontro. Por um minuto, nestes horários, o relógio parava de funcionar para evidenciar o encontro dos dois personagens. O modelo “Ponte dos Amores”, em especial, foi dado por um marido à sua esposa durante a comemoração de um de seus aniversários. A Van Cleef & Arpels preparou toda a ocasião para ela ser presenteada. Alugou a melhor suíte do Palácio Tangará, em São Paulo, e cuidou de todos os detalhes do encontro, a custo da empresa.

Ao longo do ano, poucas peças são lançadas. É mais um brinco, pingente ou pendente. Os itens de alta joalheria e os relógios de complexidade poética possuem maior destaque. A marca não costuma fazer eventos, já que o seguro com o transporte é altíssimo e também não as empresta mais com tanta frequência para as celebridades do Red Carpet, uma vez que passaram a cobrar pelo empréstimo recebido e a Van Cleef já arcaria com todo o custo de segurança no transporte do produto.

Colar na vitrine da Van Cleef & Arpels
Vitrine da Van Cleef & Arpels no Shopping JK, em São Paulo

Na América Latina tem apenas uma loja, que fica no Shopping JK, em São Paulo, mas na América do Norte, Europa e Ásia têm várias. A flagship (loja conceito) fica em Nova York e conta com uma variedade bem grande de produtos. Já a Escola Van Cleef & Arpels e o museu repleto de peças históricas ficam na França. Aliás, recomendo uma visita lá para entender a fundo, como funciona este trabalho e o seu valor. A Maison Du Luxe, do querido Cláudio Diniz, coordena visitas guiadas para o universo da marca.

Para saber mais sobre a Van Cleef & Arpels, clique AQUI. Já sobre outras experiências de consumo, veja AQUI.

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