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Saiba tudo sobre Veneza em apenas 5 minutos

Veneza, também conhecida como a Rainha do Adriático, é mesmo um dos lugares mais encantadores do planeta. Por parecer um belíssimo museu a céu aberto, com 118 ilhas separadas entre pontes e canais, ela atrai cerca de 50 mil turistas por dia que buscam apenas estar inseridos naquele cenário histórico, fundado bem antes do século XI a.C.

Pontes entre ilhas em Veneza

Típica paisagem no centro de Veneza

Um pouco de história

A cidade, capital da região de Veneto, no nordeste da Itália, teve uma importância muito grande no passado. Ela foi uma grande potência marítima na Idade Média. Por Veneza circulavam comerciantes vendendo sedas, tecidos em geral e outras especiarias. Além disso, foi fundamental o seu papel durante o Renascimento, onde várias obras de arte surgiram e a arquitetura ganhou forças.

Ao longo do tempo, Veneza perdeu o seu poder, pois outras rotas marítimas foram traçadas para a Ásia e também aconteceu o descobrimento da América, que virou foco da exploração e cooperou com o entendimento geográfico do planeta. Muitos afirmam que a destruição durante estes períodos turbulentos da história não aconteceu de fato por Veneza estar cercada de lagos de baixa profundidade e bancos de areia, que impossibilitariam a chegada de navios pomposos de guerra.

Como o italiano é um povo que se reinventa, ele buscou outro foco para a região recuperar novamente o seu brilho: o turismo. Foi certeira a decisão dos residentes de Veneto quando iniciaram a propagação das peregrinações à Terra Santa. O transporte, que saía de Veneza, era tão bem organizado, que nenhuma outra cidade vizinha conseguia oferecer pelo mesmo custo-benefício. Ainda hoje, o turismo veneziano é um dos grandes pilares econômicos da região. Contudo, ele é voltado para a própria cidade.

O quê fazer em Veneza?

Já que Veneza é uma cidade com um estilo de vida bem particular e boa parte das suas visitas se deve à sua arquitetura e à arte, vale muito a pena visita-la durante os eventos: Carnaval de Veneza, que foi reavivado em 1980, ou Festival de Veneza, o mais antigo festival de cinema do mundo, ou à Bienal de Veneza, que acontece de dois em dois anos. A cidade, durante estes eventos, produz mais teatros, artes, musicais e realmente nos faz parecer que voltamos para a Idade Média. A última vez que fui para Veneza foi durante o Carnaval e, além das roupas típicas que fiz questão de comprar, fiquei encantada com a sintonia dos moradores às antigas tradições. Pareciam mesmo outros tempos.

Pessoas fantasiadas no Carnaval de Veneza

Fantasias no Carnaval de Veneza

Fantasias tradicionais no Carnaval de Veneza

Fantasias no Carnaval de Veneza

Barcos no Grand Canal no carnaval de Veneza

Desfile de barcos no Carnaval de Veneza

Independente de quando visitar, você perceberá que as principais atrações acontecem sempre na Praça de São Marcos, fundada no século IX. Para mim tem 3 palavras que resumem bem o que você verá por lá: fotógrafos buscando ângulos perfeitos, noivas orientais e pombos. Verdade! Vi isso tudo em diferentes períodos que fui para a cidade ao passar pela praça. Os orientais amam casar na Itália, não é somente em Veneza que você iria vê-los. Já sobre os pombos, se você não gostar deste tipo de contanto (o que particularmente recomendo evitar pela possibilidade de transmissão de doenças), tente ficar bem longe deles, principalmente se estiver com algo comestível nas mãos. Por muitos turistas gostarem de tirar fotos com os pombos empoleirados nos braços, eles acham que podem fazer isto com qualquer um que passa ali.

Na Praça de São Marcos, tem a Basílica São Marcos. Acredito que seja a principal atração na verdade. A Basílica é uma autêntica obra alla bizantina. Além de ser icônica na cidade por sua beleza, é a sede da arquidiocese católica romana. A decoração interna, apesar de ter sido alterada muitas vezes ao longo do tempo, tem mosaicos com pedras, ouro, bronze e outras pedras. De dentro da Igreja dá para se ter uma outra vista da praça. Vale a pena ir ao seu terraço.

Frente da Basílica São Marcos em Veneza

Basílica São Marcos

Arquitetura da Basília São Marcos em Veneza

Detalhes da Basílica São Marcos

Bem ao lado da Basílica está o Palácio Ducal (ou Palácio Doge), é outro ponto importante para se conhecer em Veneza, pois a construção é de 1309 e dentro dele está o Museu do Palácio Ducal e um bonito pátio, de onde dá para se ter uma vista bem legal da construção.

Ao sair do Palácio, observe que tem uma ponte fazendo conexão a outro edifício. É a Ponte dos Suspiros, que liga o Palácio Ducal à Prigioni Nove (a primeira prisão que foi construída para este fim). A ponte é linda avistada de longe, mas também correm boatos na cidade de que os casais devem se beijar ao passar por baixo dela, de gôndola, pois aos amantes será concedido o amor eterno e a felicidade. Lendas “fofas” de Veneza, que enaltecem o potencial de romance da cidade.

Ponte dos Suspiros no centro de Veneza

Ponte dos Suspiros em Veneza

Como tudo que indiquei até agora é bem pertinho, se você quiser um tempo para dar uma descansada e degustar as especiarias da Itália, vá ao Caffé Florian, o mais antigo do mundo. Ele fica ali na Praça de São Marcos e vale a pena cada euro investido.

Continuando o passeio, se o tempo de espera não for longo, vá ao topo da Torre do Campanário. Lá de cima dará para avistar muito bem a cidade, os canais e as pontes. Como as filas costumam ser grandes para o observatório, não acho primordial a visita, mas é um rooftop interessante e a vista é bonita, sem sombra de dúvidas.

Muitos destes passeios mencionados acima podem ser feitos com o Venezia Unica, um passe que oferece vários benefícios e auxilia os visitantes na organização de seus tours.

Por onde passear de gôndola?

A verdade é que não há um tour certo. Cada gondoleiro pode guiar o barco para onde achar interessante. Do meu ponto de vista, quanto mais você aproveitar o tempo pelo Grand Canal, melhor. Os prédios foram projetados para serem mais atrativos e admiráveis por esta perspectiva. Claro, antes de iniciar o passeio, combine com o gondoleiro de passar pela Ponte do Rialto, a Ponte dos Suspiros e também pelos canais mais estreitos de Veneza. Vale a pena passar de barco por todos estes pontos e observar como é a vida dos venezianos.

    

Neste passeio percebi, por exemplo, a existência dos taxis aquáticos, das ambulâncias estilo barco, dos barcos que transportam lixo (uma logística absurda por sinal). Enfim, aspectos únicos da vida em Veneza.

Barco como ambulância em Veneza

Típica ambulância em Veneza

Muita gente falará para você fazer o tour de Vaporetto, uma espécie de barco motorizado que tem uma capacidade bem maior em número de pessoas. Este barco é bacana, sim, para ir da estação de trem até a Praça São Marcos, porque ele trafega bem, por um longo percurso e com velocidade, mas do meu ponto de vista não substitui o passeio de gôndola.

Estações do Vaporetto no Grand Canal em Veneza

Estações do ônibus aquático Vaporetto

Além do trivial, o quê mais é recomendado por lá?

Caminhe livremente por Veneza. Se perca pelos canais e seus becos com um delicioso sorvete de stracciatella (o meu preferido), conheça as principais ruas de comércio, como a di Fabri e a Freezeria. Visite um ateliê de máscaras venezianas e veja como os artesãos costumam trabalhar. Aliás, se for adquirir uma máscara, certifique-se de que o produto foi realmente produzido na Itália. A qualidade é infinitamente superior. Uma boa loja para conhecer inclusive é a La Bauta.

Arquitetura das ruas em Veneza

Típica rua em Veneza

Vitrine de loja com fantasias em Veneza

Vitrine de loja durante o Carnaval

Já nos arredores de Veneza, recomendo um passeio para as ilhas Murano (famosa por suas fábricas de vidro), Burano (a renda bem trabalhada e as pitorescas casinhas coloridas), Torcello (hoje uma ilha em ruínas) e Lido (uma ilha frequentada pela elite, onde eventos importantes acontecem ao longo do ano).

Verdades e mentiras sobre Veneza:

  • A cidade não cheira mal. Se você sentir algum odor desagradável, provavelmente será no verão, caso a maré esteja bem abaixo do normal, fazendo com que as algas fiquem expostas ao calor (o cheiro ruim viria daí). Mas não é típico das ruas de Veneza. As águas dos canais não ficam paradas também. Eu nunca senti cheiro nenhum!
  • Infelizmente, Veneza tende a desaparecer do mapa. A maré sobe devido aos avanços industriais e o excesso de degradação do meio ambiente tende a fazer desaparecer séculos e mais séculos de história e prestígio. A perspectiva é que até 2030 não se tenha mais nenhum habitante em Veneza. Essa ameaça não tão distante da cidade afundar de vez assusta os moradores, que se mudam para outras cidades italianas.
  • Como dizem por aí, Veneza é cara sim. A minha teoria sobre isso é a seguinte: se a cidade é turística por inteiro e carrega o adjetivo de “cidade-museu”, tende a cobrar como se estivéssemos mesmo em um Museu. Tudo é caro.
Pessoas assistindo o Carnaval de Veneza

Pessoas aglomeradas para ver o Carnaval no Grand Canal

😉

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