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Ótimos motivos para visitar a charmosa Chamonix Mont Blanc

Chamonix Mont Blanc é uma das cidades mais procuradas para esquiar durante os intensos invernos europeus, já que nela estão concentradas as melhores estações de esqui do mundo. Contudo, este pequeno município alpino ganhou a boa fama por ter na sua paisagem Mont Blanc, a montanha mais alta da Europa Ocidental.

Chamonix em si é uma cidadezinha linda! Picos salpicados de neve por todos os lados, ruas deliciosas de andar cheias de chalés, um comércio invernal e típico francês, restaurantes aconchegantes e visitantes animados buscando diversão. Claro, o que leva as pessoas a visitarem a cidade em uma primeira análise é a possibilidade de conhecer Mont Blanc, mas o charme do lugar acaba cativando os turistas e estes acabam retornando em outras épocas do ano.

O meu interesse por Chamonix, especificamente, aconteceu quando fazia um tour por Genebra, na Suíça. Sabia que a cidade francesa era ali perto e a possibilidade de conhecer a montanha me seduziu rapidamente. Quando decidi fazer o passeio, sabia que precisaria ter uma certa preparação física para subir a montanha, uma vez que a capacidade respiratória reduziria em 40%. Então, resolvi fazer um tour mais light e sem o grande envolvimento de atividades físicas. Como o ponto turístico tem uma infraestrutura super completa, foi possível subir até o topo da montanha por meio de teleféricos, túneis com calefação e escadas.

Mas qualquer pessoa pode visitar Mont Blanc?

Na verdade recomendo o passeio apenas para adultos que não têm problemas respiratórios ou medo de altura. É muito alto mesmo e vi pessoas passando mal na entrada do teleférico por não conseguir avistar onde ele iria parar.

Já sobre a falta de ar, existe uma certa preparação. O teleférico faz uma parada primeiro em Aiguille Du Midi (3842 metros) e, depois de um tempo, pega-se outro teleférico para Mont Blanc (4810 metros).

Quando o teleférico para em Mont Blanc, logo entramos num túnel quentinho e as preocupações principais sobre a nossa relação com o ar desaparecem. Na verdade, aprendemos lá que, quando estamos parados, não sentimos falta de ar. O problema é quando andamos ou subimos os degraus naquela altitude. Qualquer pequena caminhada já é o suficiente para ficarmos ofegantes, com um pouco de vertigem ou dor de cabeça. A recomendação, no entanto, é andar bem devagar, sem movimentos bruscos e parar sempre que possível para descansar. Fiz assim o tour inteiro e foi bem tranquilo. Só senti cansaço mesmo.

Falando sobre a falta de ar, um dado muito interessante é que Mont Blanc, apesar de ser muito alto, não chega nem perto do Everest (8848 metros). Quem sobe o Everest tem a capacidade respiratória reduzida em 70%.

Quais outros cuidados são necessários antes de iniciar o passeio?

Precisa usar roupas de frio especiais. Como comentei neste post, existe a necessidade de usar itens impermeáveis, porque pode nevar lá em cima. Precisa resistir a ventos fortes, que ao meu ver, é o que mais incomoda. Precisa suportar temperaturas de até -50 °C (eu cheguei a pegar sensação térmica de -40 °C, por exemplo). Cuidado especial com a proteção da cabeça, pescoço, pés e mãos também, não esqueça.

Se for fazer esportes na montanha, opte por roupas bem coloridas, para você conseguir aparecer com facilidade no meio da neve, caso ocorra qualquer imprevisto.

Mas vale mesmo visitar Mont Blanc?

Não é uma montanha qualquer, né!? É a mais alta da Europa Ocidental, como mencionei no início do post. Eu AMEI o passeio! Foi incrível avistar as montanhas todas branquinhas lá de cima, sentir o friozinho na barriga por estar no teleférico mais alto do mundo e vivenciar a natureza de forma tão extrema. É aquela típica experiência que levamos para o resto das nossas vidas, sabe?!

Lá no topo da montanha tem uma capsula de vidro em que as pessoas entram para tirar fotos e demonstrar a sua coragem. É legal pisar num chão todo transparente e que nos passa a sensação de ser frágil, quando se tem um imenso precipício como pano de fundo. No verão, este espaço interativo também fica aberto para os visitantes, porém, quem dá vida às montanhas são os alpinistas e os adeptos às trilhas. Aliás, dizem que Chamonix foi o berço do alpinismo, mas não se sabe se esta afirmação é verdadeira mesmo.

Com os pés no chão, de volta a Chamonix

Em Chamonix fica fácil avistar diferentes públicos. Famílias com filhos pequenos sendo puxados por trenós, casais de namorados entrando e saindo das lojas, grupos de amigos socializando nos bares com boa música, todos os perfis ficam ali pela cidade, meio misturados. Além dos suíços, italianos e franceses, que dividem geograficamente a região, visitantes da América e Ásia circulam com seu bom inglês. Os atendentes dos estabelecimentos, por sinal, falam bem e sem repulsa ao idioma.

Além de perambular pela cidade, recomendo, durante o inverno, um passeio a Mar de Glace. Da estação central sai um trem e, em cerca de 15 minutos, chega na atração. Lá pegamos um teleférico que desce um pequeno trecho até uma escadaria que parece não ter fim. Descemos uns 30 minutos sem parar, até chegarmos em uma caverna de gelo cheia de esculturas e luzes. Uma excelente experiência.

Para fazer passeios diferentes, a Viator pode colaborar com os transportes, organização do tours, tickets e guias. Eles são ótimos e não tivemos preocupação nenhuma.

😉

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