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Por que viajar “naqueles dias” pode ser perigoso às mulheres?

O assunto de hoje pode causar alguma repulsa em alguns, mas é inevitável falar dele. Acontece uma vez por mês com todas as mulheres férteis do mundo, ou seja, uma grande parcela da população. Sites de saúde e blogs femininos brasileiros acabam focando a comunicação na parte estética ou tecnológica do mundo das pílulas, absorventes e remédios, e o meu intuito é lembrar a existência de um nicho que, além de tudo, precisa ter outros cuidados.

Mulheres que viajam para lugares muito frios, como Alasca, Groenlândia, Canadá ou norte da Escandinávia, que gostam de acampar em florestas tropicais, ou fazer esportes aquáticos, por exemplo, correm risco de vida simplesmente por estarem ‘‘naqueles dias’’. Animais com olfatos super aguçados, como répteis, ursos, lobos e tubarões, podem sentir a presença de sangue a quilômetros de distância e estando estes com fome, facilmente poderão identificar seus alvos.

Especialistas apontam que os tubarões seriam capazes de identificar uma gota de sangue em uma piscina olímpica. Já os ursos polares detectam a presença de presas a 1,6 km de distância e algumas espécies de lobos chegam a ter um faro tão apurado, que conseguem identificar o cheiro de sangue a até 5 km. Talvez pela tropicalidade do país, seja natural focarmos mais na questão estética, afinal, somos referência em beleza e no culto ao corpo, mas mesmo dentro do Brasil deveríamos ter as preocupações advindas do favorável clima. Afinal, quem nunca ouviu as histórias frequentes de tubarão nas praias do nordeste? A praia de Boa Viagem, no Recife, e a Enseada de Caieira, em Fernando de Noronha, foram recentemente mencionadas pelo International Shark Attack File (ISAF), como as mais perigosas do mundo devido aos ataques de tubarões.

Mas o quê deve ser feito se for inevitável a viagem para algum lugar com possível risco?

  • Antes de mais nada, esqueça a vergonha e divida o assunto com o guia ou líder do passeio. Ele poderá orientar sobre a presença de espécies durante o tour e terá mais cautela no direcionamento do grupo.
  • Alguns pesquisadores afirmam que o uso de absorventes internos podem reduzir os odores vaginais durante o período menstrual. Não se sabe ainda se a afirmação é de fato cientificamente comprovada, porém, pela lógica parece ser verdade. O mesmo valeria para os absorventes ecológicos, esses copinhos que estão na moda. A questão é o cuidado com o descarte em local apropriado.
  • Faça uma limpeza na região genital com água e sabão ou lenços umedecidos sempre que tiver a possibilidade. Além disso, troque o absorvente para evitar problemas de saúde.
  • Vista roupas escuras e apropriadas para o destino visitado. Estas facilitarão a sua agilidade no ambiente explorado.
  • Consulte o seu médico. Ele pode te recomendar algum outro método mais adequado para o caso.

Este apontamento não tem como objetivo fazer as mulheres desistirem de conhecer o mundo por estarem menstruadas, longe disso. O objetivo deste post é gerar mais atenção das mesmas e também de guias e agências de turismo sobre o risco aumentado que temos ao fazer determinados tipos de passeios. Tendo conhecimento dos riscos, medidas poderão ser tomadas com antecedência e a viagem poderá ser aproveitada de forma segura e confortável por todas.

😉

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