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“Fui para a Austrália, logo depois que casei, para tentar uma vida melhor”

Sempre tive uma vida ótima no Brasil, não dá para negar. Mas depois que eu casei, comecei a analisar com outros olhos o que o Brasil não poderia me oferecer e resolvi abandonar tudo para buscar aquelas coisas que me faltavam e garantir uma vida melhor para as minhas próximas gerações.

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O meu amor pela Austrália começou há muito tempo. Meu pai já residia no país e quando era adolescente fiz um ano de intercâmbio para estudar inglês. Sempre ficou aquela lembrança gostosa da vida que tive lá e claro a saudade do meu pai que não via com tanta frequência.

Os anos passaram, me casei e quando começamos a colocar na balança os prós e contras de construir uma vida juntos no Brasil, a balança pesou mais para seguir outro caminho. Como eu já tinha visto para residência permanente na Austrália, por causa do meu pai, resolvi apostar as fichas na mudança com o meu marido porque, se não gostássemos também, nada nos impediria de voltar.

A despedida no aeroporto da família e dos muitos amigos foi bastante doída. Não estávamos indo para um país perto, mas para o outro lado do mundo, um lugar muito distante, com um fuso horário completamente diferente e caro também para possíveis amigos fazerem viagens. Mas fomos fortes, abraçamos as malas e os nossos sonhos e seguimos viagem.

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Quando chegamos na Austrália, voltamos a estudar inglês, o tempo enferrujou o que eu havia conquistado, e o meu marido não era 100% fluente. Logo depois que concluímos os estudos, começamos a procurar emprego. Para mim, já era uma situação difícil, porque os australianos dão preferência para quem tem experiência no país em processos seletivos, principalmente, em áreas com bastante demanda profissionais, como marketing.

Consegui um emprego fixo depois de quatro meses morando na Austrália. Uma pequena startup me contratou e, com unhas e dentes, agarrei a oportunidade. Hoje, já até fui promovida lá e meu marido, graças a Deus, também tem um trabalho bacana.

Há pouco tempo conseguimos comprar o nosso apartamento também. Claro, moramos por bastante tempo de aluguel. Quando a vida se ajeitou e descobrimos que a Australia permitia que as pessoas comprassem seus imóveis com baixíssimas taxas de juros e até incentivavam em alguns casos, demos este passo grande na nossa vida e sem medo de arriscar.

A segurança do país é outra coisa que sou apaixonada. Outro dia esqueci meu notebook no metrô e quando lembrei que tinha esquecido, adivinha só… Ele estava no mesmo lugar! E não digo que foi sorte o que aconteceu comigo, porque já me deparei com outras pessoas que passaram pelo mesmo que eu e tiveram seus pertences recuperados.

As leis por aqui, por um lado nos dão muita segurança, mas por outro nos engessam bastante também. Ás vezes sinto falta de ter uma vida um pouco menos regrada, como era no Brasil. Mas acho que faz parte do nosso novo estilo de vida.

Falando em estilo de vida, hoje temos um bebê que nasceu aqui também, o Leonardo. Por ele e por todas as nossas conquistas neste país incrível, não temos planos de voltar a viver no Brasil. Somos parte da classe média aqui na Austrália e já está ótimo. Ser classe média aqui é poder ter um carro bacana, é poder viajar, ter uma casa gostosa e segurança no dia a dia para a nossa família.

Um conselho que daria a todos que estão lendo o meu relato seria: quando a vida te “cutuca” para uma mudança ou melhoria, você deveria tentar, pois nada te impede de voltar a fazer como era antes, caso as coisas não aconteçam como você esperava. A Austrália me abriu as portas de forma amistosa e me recebeu de forma carinhosa. É um país maravilhoso para estudar e trabalhar. O clima é como o do Brasil e existem, sim, oportunidades para aqueles que se dedicam.

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Renata Ayres, de Brisbane.

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