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Algumas horas na Ciudad Del Este

Nunca tive curiosidade de ir à Ciudad Del Este, no Paraguai, mas estando em Foz do Iguaçu, resolvi considerar a possibilidade de conhecer mais uma nova cultura.

Imagem da Bandeira do Paraguai

Bandeira do Paraguai

Um pouco sobre o Paraguai

O Paraguai é um país bastante pobre, com IDH (índice de desenvolvimento humano) menor do que o da Bolívia e com cerca de 6,5 milhões de habitantes que falam guarani e espanhol.

O país é pequeno, do tamanho do estado do Mato Grosso, e até a pouco tempo atrás vinha crescendo de forma assustadora. Pelo que fui informada, o desenvolvimento depende muito do clima e, quando este não coopera do jeito que esperam, afeta bastante a produção interna dos paraguaios.

Um dos lugares mais visitados do Paraguai e também a segunda maior cidade do país em número de habitantes é a Ciudad del Este (para onde eu fui). Este município tem um pouco menos de 300 mil habitantes e o foco está no comércio, aliás, o terceiro maior polo de compras no mundo. Somente perde para Miami e Hong Kong.

A viagem à Ciudad Del Este

A viagem de Foz do Iguaçu para Ciudad Del Este durou apenas 35 minutos e fui para lá com uma companhia de passeios.

Logo na entrada do Paraguai me deparei com a tão falada fronteira entre os dois países. Não vi seguranças de prontidão, nem pessoas e carros sendo revistados, nada mesmo. Passava por ali quem quisesse e em ambos os sentidos.

Fila de carros na fronteira do Brasil com o Paraguai

Fronteira do Brasil com o Paraguai

Assim que passei para fronteira, na Ponte da Amizade, já consegui ter uma noção do que nos esperava: uma 25 de Março sem fim. Muitas lojas, ambulantes, carros e motos em todos os sentidos e crianças descalças, tudo misturado.

Comércio da Ciudad Del Este

Vista da Ponte da Amizade

Durante todo o percurso até o ponto de parada recebemos instruções dos guias para ficarmos atentos com os nossos pertences, não conversar com desconhecidos na rua, não comprar produtos em camelôs e não visitar nenhum lugar que pessoas nas ruas te indicam (ou levam), pois existem muitos assaltos nestes becos.

Como 95% das pessoas que faziam o tour eram “sacoleiros”, o guia aconselhou algumas poucas lojas para fazermos compras com a garantia de que ali não vendiam produtos falsificados. Eu confesso que somente lembro da loja Monalisa e realmente tinham produtos de todas as marcas possíveis imagináveis.

Interior da loja Monalisa, na Ciudad Del Este

Loja Monalisa na Ciudad Del Este

Quando saí do transporte, dei uma andada pelas ruas de comércio para ver como era. Pessoas distribuíam papéis e tentavam de toda forma me vender algo ou me levar para alguma loja. Em 20 minutos cansei da bagunça e já queria voltar para Foz do Iguaçu.

Como não poderia voltar sem a empresa de turismo para o Brasil e eles somente sairiam em 5 horas, busquei no Google uma outra proposta de passeio. Foi então que descobri que, a uma hora andando dali, tinha um pequeno parque.

Área com vegetação na Ciudad Del Este

Pequeno parque na Ciudad Del Este

No caminho ao parque vi uma pobreza muito grande e também diferente do Brasil. Tinha um número maior de crianças vendendo produtos nas ruas e muitos homens armados defendendo propriedades. Não tinham semáforos, algumas vias eram de terra e os carros bastante velhos.

Ali no entorno do parque parecia ser um pouco mais tranquilo. Tinham algumas casas mais robustas, outras residências aparentemente invadidas e também algumas barracas de acampamento com famílias instaladas.

Só sai do parque na hora de retornar para o ponto de encontro com os guias do passeio. Não me senti segura para ficar andando por toda a cidade como costumo fazer, mas valeu a experiência.

😉

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